segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Jovens criam site e vendem produtos exclusivos para cabelos de mulher negra


A dificuldade de encontrar cosméticos específicos para cuidar dos seus cabelos motivou a jovem Carolina Lima, 27, a criar um site para oferecer produtos exclusivos para mulheres de cabelos crespos, cacheados ou alongados, o Prapreta.

"Eu tinha uma necessidade e o que eu encontrava no mercado não me agradava", diz a empresária.
Junto com a sócia Alana Lourenço, 26, uma amiga que acompanhava a sua saga para encontrar produtos específicos para cabelos crespos, ela investiu R$ 20 mil –R$ 15 mil de um empréstimo e R$ 5.000 em recursos próprios–  para começar o negócio.

Com o dinheiro, elas desenvolveram o site, fizeram as instalações da empresa e montaram um estoque para começar as atividades em outubro do ano passado.

Atualmente, o site revende 60 itens, como xampús, condicionadores, finalizadores e cremes de tratamento (para hidratação e reconstrução) de marcas nacionais e internacionais, para cabelos crespos e cacheados.

A empresa não informa o faturamento e a margem de lucro.  Os preços variam de R$ 6 (creme) a R$ 400 (kit com quatro produtos – xampú, condicionador, hidratante e óleo).

Sócias queriam nome de impacto e de fácil fixação
Amigas desde 2005, Carolina Lima e a sócia se formaram na Faculdade de Jornalismo da Universidade São Judas Tadeu, em 2008. As duas atuaram no jornalismo até o final de 2011, quando decidiram mudar de atividade.

Com base na experiência consumidora de Lima e no conhecimento sobre comércio eletrônico de Lourenço, que fez cursos sobre a área, elas decidiram montar um plano de negócio com foco no consumo da mulher negra e na internet como canal de vendas.

Segundo Lima, o nome Prapreta surgiu logo depois que as sócias definiram qual o público que elas desejavam atingir. "Queríamos um nome que causasse impacto e que fosse facilmente fixado pelos consumidores", declara.

Segundo a consultora Elderci Garcia, do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), apesar de o comércio eletrônico baratear os custos do negócio, os investimentos em tecnologia e em logística devem ser frequentes para quem opera nessa plataforma de vendas.

De acordo com a consultora, consumidores que compram produtos pela internet queixam-se de problemas, desde o pagamento até o prazo de entrega. Reclamações sobre transações com cartão de crédito e descumprimento do prazo de entrega são corriqueiros.

Como a venda é rápida e há muitos concorrentes, a consumidora vai logo em busca de outro fornecedor, afirma Garcia. "Os produtos de beleza são itens da cesta básica da mulher brasileira. E, por haver muita oferta, sai na frente quem oferece qualidade e facilidades", diz a consultora.

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